Carreira de desenvolvedor

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Saiba mais sobre a minha carreira de desenvolvedor 

Eu tinha apenas 8 anos, quando tive meu primeiro contato com o computador.

Vi pela primeira vez aquele trombolho, com monitor preto e branco e de cara já fiquei pensando quanta coisa daria pra fazer. E para um garoto como eu que amava os Beatles e o Windows 3.11 grandes novidades, confesso que não foi difícil de me apaixonar de cara pelas linhas de comando do bom e velho PC que meu tio Danilo havia nos presenteado.

E eu queria mais. Queria ser como ele: dominar todos os códigos e ganhar a vida com isso. E olha que sendo criança na década de 90, um pensamento desse era quase ilusão. E assim, eu tomava conhecimento do que era um programador.

Primeira oportunidade nem tão boa assim

Entretanto, o começo da minha vida profissional foi bem diferente do que eu desejava. Meu primeiro curso superior foi de “Produção Industrial”. Por ser nascido e criado em Franca (SP), a capital do calçado, abracei uma oportunidade era minha única alternativa e comecei a trabalhar em um curtume (estabelecimento onde se trabalha com o couro, no meu caso, para se fazer sapato).

No meio disso tudo, dei o passo mais despretensioso de todos os tempos: iniciei um curso de informática, para aprender o pacote Office. O intuito, era me qualificar melhor para o mercado de trabalho. Mas aconteceu que fui tão bem, que isso fez com que os professores enxergassem potencial em mim. Logo, recebi uma proposta de emprego para ser instrutor nesta escola.

carreira de desenvolvedor

Primeira oportunidade na carreira de desenvolvedor

Agora sim, eu estava na área que sempre sonhei! Conheci muita gente, ganhei muita experiência, perdi minha timidez, e aprendi muito… muito mesmo! Tive meus primeiros contatos com programação, design e web. E o mais incrível disso tudo: meu salário! Com míseros 300 reais, eu passeava e ainda guardava uma graninha na poupança. Velhos tempos!

Porém, chegaram os tempos das vacas magras, o salário começou a atrasar e os horários de aula (tarde e noite, além dos sábados) começaram a me tirar da zona de conforto. Sem perspectiva de melhora, comecei a pensar no que poderia fazer. Foram mais de dois anos como professor, e eu sabia que estava na hora de um novo desafio. Comecei a estudar nas horas vagas em duas coisas totalmente distintas: Photoshop e SQL (me julguem)!

Um freela aqui e outro ali, fui indicado para trabalhar em uma empresa de automação comercial. Meu cargo: analista de suporte! Tava na hora daquele garoto trocar a sala de aula e as apostilas pelo telefone e TeamViewer. Tudo novo, tudo difícil. Lidar com um aluno interessado em aprender é bem diferente de lidar com um usuário que precisa ajustar o alinhamento da Nota Fiscal na sua impressora matricial (Deus salve a Nota Fiscal Eletrônica). Não fazia mais apostilas, mas fazia manuais. Não criava exercícios, mas desenvolvia relatórios e obtinha dados usando SQL. Não dava mais aulas, realizava treinamentos. E apesar de toda experiência adquirida, o reconhecimento não veio.

E como diz o poeta: camarão que dorme a onda leva. E eu não deixei me levar e fui buscar algo novo, de novo. E encontrei!

Entrando em novas áreas

Em 2010, me tornei Assistente Técnico, e após alguns anos fui promovido a Analista de Sistemas, na Santa Casa de Franca. É nesse momento que aquele moleque amadurece e abraça as oportunidades que aparecem. O conhecimento que eu trazia na bagagem era válido. Mas novamente, tive que estudar e correr atrás paras me adaptar àquilo que empresa precisava de mim. Tive e tenho a oportunidade de participar de projetos que auxiliam nos processos administrativos e assistenciais do hospital. Continuo – mais do que nunca – fazendo uso de SQL, para desenvolver relatórios e indicadores. Passei a dominar um sistema ERP e ter noção do tamanho que é manter e gerenciar informações de uma entidade de grande porte.

Paralelamente, continuo estudando muito (ando comendo JavaScript com farinha) e fazendo alguns freelances na área de desenvolvimento front-end e banco de dados. Recentemente desenvolvi um site para uma escola de inglês que deu tão certo que o projeto evoluiu e estou desenvolvendo novas funcionalidades e melhorias.

Olhando para trás, eu sei o quanto foi difícil chegar até aqui. E ainda há muito caminho a ser percorrido – tenho apenas 31 anos! Mas a dedicação e persistência têm de ser com o mesmo empenho de quando comecei, pois, na vida precisamos estar sempre aprendendo, e desde que comecei, não há um só dia em que fui embora pra casa sem ter aprendido nada.

Pra finalizar, se eu pudesse dar um conselho ao meu “eu” do passado, eu diria: “jamais se acomode e sempre acredite”!

E você leitor, já trabalha na área de TI? Já refletiu o quanto você já evoluiu e o quanto ainda há para aprender?

Estou disponível para esclarecer alguma dúvida ou auxiliar.

Grande abraço.

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