Mulheres desenvolvedoras: entenda o gap de gênero do mercado

Tempo de leitura: 4 minutos

A área da programação nem sempre é algo fácil de aprender, pois é necessário empenho, dedicação e muita prática. Estes são elementos básicos para alcançar o sucesso na carreira, independente do seu gênero.

Mas, é inegável não tocar no assunto dominância masculina na área. Eles ainda são a maioria nas empresas de desenvolvimento e nas cadeiras acadêmicas comparado ao número de mulheres desenvolvedoras.

Um estudo realizado pela CompTIA no 2nd Annual IT Career Insights revelou que as mulheres ocupam somente 24% das vagas de TI atualmente.

A evidência aqui é a de que o gênero influencia, sim, na inserção dessa parte da população no mercado de trabalho.

Ao analisarmos contextos históricos pode-se destacar toda a contribuição da mulher na evolução tecnológica da humanidade. A responsável por trazer à programação a humanidade Ada Byron, a famosa Lady Lovelace, ela é considerada a primeira desenvolvedora da história.

Ada Lovelace (1815-1852) foi a primeira programadora da história.

Vale observar também mulheres da atualidade se destacando na área, Susan Wojcicki, CEO do YouTube é considerada a 12ª mulher mais poderosa do mundo pela revista Forbes. Susan já foi citada como uma das mulheres mais influentes e poderosas da tecnologia diversas vezes.

Outra que vem se destacando é Sara Soueidan, desenvolvedora web freelancer libanesa que trabalha com empresas no mundo todo, ela desenvolve front-ends sustentáveis e responsivos para sites e aplicativos.

Grupos de destaque no mundo da programação

Não podemos falar das mulheres/meninas na programação sem citar o aumento considerável das comunidades, pois o interesse das mesmas sobre o mundo Dev vem crescendo.

Se pesquisarmos sobre grupo de mulheres desenvolvedoras, encontramos o R-Ladies, Pyladies, Rails Girls, Women Who Code, entre outros nomes de respeito. Então, vamos falar um pouco sobre esses grupos.

Mulheres-desenvolvedoras. Fonte: mobomo.com

O primeiro grupo, de acordo com o site oficial foi fundado por Gabriela de Queiroz em 1° de outubro de 2012, tem por finalidade prestar apoio e construir uma integração global de aprendizagem em programação, o qual prioriza as minorias de gênero.

Um dos pontos importantes da comunidade encontra-se na troca de experiências. O R-Ladies possui grupos espalhados pelo mundo todo, inclusive no Brasil.

PyLadies

Já o PyLadies é um grupo internacional o qual busca orientar e ajudar mais mulheres a se tornarem participantes e líderes ativas na comunidade de código aberto Python.

Elas têm como principal filosofia promover, educar e desenvolver uma comunidade de Python diversificada por meio de divulgação, educação, conferências, eventos e reuniões sociais.

Rails Girls

Rails Girls está presente em todo o mundo. A comunidade nasceu com o objetivo de auxiliar mulheres a entender mais sobre tecnologia, bem como construir e modelar suas ideias a partir dela.

O grupo foi fundado pelas desenvolvedoras finlandesas Linda Liukas e Karri Saarinen.

A comunidade promove workshops em diversos lugares do mundo, os quais incluem as cidades de São Paulo e Porto Alegre. São promovidas 12 horas para as participantes aprenderem tudo o que puderem sobre a linguagem de programação Ruby on Rails.

mulheres desenvolvedoras

Women Who Code

Os três grupos que foram destacados promove a integração de mulheres em uma única linguagem, pois bem a Women Who Code busca iniciativa grupos de aprendizagem sobre linguagens distintas, tal como, Ruby, Javascript, iOS, Android, Python e algoritmos.

Além disso, promover incentivos as quais incluem, mentoria sobre carreira e liderança e incentivo. Tudo com o objetivo de levar mais mulheres a conferências e outros eventos da área.

A comunidade atua em 15 países, incluindo o Brasil. Em terras “brazucas”, há representantes da comunidade em Campina Grande (PB), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG).

Apoio às Ladies Developers

Como pudemos observar, existe empenho das mulheres para aderirem e conquistar o seu espaço na tecnologia. No entanto, ainda necessita-se de apoio e fomentação de organizações públicas e privadas para que a desigualdade de gênero possa diminuir cada vez mais.

Pensando nisso, a Vulpi tem como um de seus princípios a aplicação do currículo cego na entrega de candidatos a empresas.

Mulheres desenvolvedoras conversando

O currículo cego, por exemplo, consiste em um processo de recrutamento diferente do convencional.

Baseado na não identificação direta, a empresa encoraja o recebimento de candidaturas com informações totalmente baseadas nas experiências profissionais e qualificações das pessoas interessadas nas vagas. O principal motivo da utilização desse método é evitar a discriminação.

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1 comentário


  1. Olá Josélia, excelente artigo, muito explicado e com ótimas recomendações, até estou passando pra uma das minhas alunas! Por favor continue o bom trabalho!

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